Salas de cinema nos EUA vendem ingressos em pacotes para grupos fechados

LOS ANGELES – Uma rede de salas de cinema dos Estados Unidos decidiu adotar uma inusitada estratégia para driblar a crise da pandemia e minimizar qualquer tipo de desconforto para o público que vem voltando aos poucos.

Sediada no Texas, a Alamo Drafthouse lançou um programa que permite ao cliente alugar uma sala inteira para si, podendo ocupa-la com familiares e amigos mediante a bagatela de US$ 150.

A iniciativa, que começou como um teste, vem obtendo muitas demandas e será expandida para outros 12 estados em que a Alamo está presente.

Segundo Shelli Taylor, CEO da Alamo, a procura tem sido alta, apesar do valor relativamente alto. O fator determinante para o sucesso, segundo Taylor, é a chance de curtir um cineminha sem ter a distração, ou até mesmo a preocupação, de dividir a sala de exibição com pessoas desconhecidas. E que podem estar contaminadas, ou não.

Além do valor do aluguel, também é cobrado um extra mínimo de consumação de US$ 150 por grupo. A Alamo, fundada em 1997, é considerada uma pioneira nos EUA nos chamados serviços VIP, com oferta de bebidas e alimentos durante a sessão.

Até agora, a média do programa “Your Own Private Alamo” é de dez pessoas por grupo. E os filmes em cartaz são exibidos de acordo com o gosto do cliente, que pode escolher de lançamentos, como “Tenet”, a clássicos, como “Jurassic Park” ou “Matrix”.

“Nas primeiras semanas do projeto, em agosto, reservamos mais de 700 grupos de famílias e colegas de trabalho em apenas alguns cinemas. Estamos muito animados em expandir este programa para mais locais em todo o país”, diz kristen Wheaton, diretora sênior da Alamo.

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