Policial que matou jovem negro nos EUA é presa por homicídio

A ex-policial Kim Potter em imagem de sua detenção

MINNEAPOLIS – A policial a Kim Potter, que matou o jovem negro Daunte Wright durante uma abordagem de trânsito em Minneapolis, no Minessotta, foi detida nesta quarta-feira, 14, sob a acusação de homicídio culposo, um dia após ela pedir demissão do Departamento de Polícia de Brooklyn Center.

Segundo o promotor do Condado de Washington, Pete Orput, Potter será acusada de homicídio de segundo grau. O Código Penal de Minnesota dita que um crime ocorre quando uma pessoa “cria riscos irracionais e conscientemente corre o risco de causar a morte de alguém ou ferimentos graves”.

O vídeo da câmera corporal da veterana de 26 anos na polícia de Brooklyn Center sugere que ela acreditava ter puxado um taser, arma não letal, quando apontou o revólver para o jovem e atirou depois que ele tentou fugir no último domingo (11).

Wright havia sido parado pela polícia por ter placas vencidas e um purificador de ar pendurado em seu espelho retrovisor, o que é proibido em Minessotta. Na ocasião, os agentes tentaram prendê-lo depois de identificar um mandado pendente por não comparecer ao tribunal por porte ilegal de arma, bem como por fugir da polícia em junho passado.

Potter foi presa nesta manhã no Departamento de Apreensão Criminal de Minnesota. As autoridades revelaram que ela será autuada na detenção da Comarca de Hennepin. No entanto, as investigações sobre caso ainda permanecem.

O incidente aumentou ainda mais as tensões em Minneapolis e arredores devido ao julgamento do ex-policial Derek Chauvin pelo assassinato de George Floyd no ano passado. Novos protestos antirracismo, inclusive, foram registrados no Brooklyn Center e em Minneapolis.

 

* Com Agências