Polícia Federal realiza operação contra imigração ilegal de crianças para os EUA

GOVERNADOR VALADARES – A Polícia Federal (PF) realizou nesta quarta-feira (9) uma operação para combater a imigração ilegal do Brasil para os Estados Unidos, especialmente de crianças e adolescentes, em Governador Valadares, no Leste de Minas Gerais. Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão no município e outro na cidade goiana de Piracanjuba onde foram apreendidos computadores, celulares e documentos.

(Foto: Cortesia PF)

De acordo com a corporação, as investigações foram iniciadas há seis meses com a identificação de um grupo de pessoas que utilizavam uma agência de turismo em Valadares para falsificar comprovantes de declarações de imposto de renda e outros documentos de clientes para conseguir visto de turismo para os EUA.

O inquérito aponta que os suspeitos atuavam na promoção e auxílio de envio de criança ou adolescente para o exterior sem seguir corretamente as formalidades legais do processo.

Segundo a PF, os suspeitos poderão responder pelos crimes de migração ilegal e promoção de migração ilegal de criança e adolescente, cujas penas máximas somadas podem chegar a 11 anos de prisão.

ACRE

No sábado (5), a Operação Chacal da PF também cumpriu um mandado de busca e apreensão e duas prisões preventivas na cidade de Epitaciolândia, no Acre, a 230 quilômetros de Rio Branco.

Um comunicado da polícia explicou que o grupo atuava no contrabando de pessoas pelo município de Assis Brasil (AC), na fronteira do país com o Peru e a Bolívia, para os EUA.

As investigações foram impulsionadas com a prisão de um grupo de iranianos que tentou ingressar no Brasil com passaportes falsos – um dos detidos seria o “coiote” responsável pela promoção da entrada ilegal dos estrangeiros no Brasil.

No exterior, o suspeito era monitorado por envolvimento em tráfico humano por promover a entrada ilegal de iranianos nos EUA e no Canadá nos últimos 12 anos.

A PF apreendeu um celular, um notebook, diversos chips telefônicos de países diferentes, cartões de crédito em nome de várias pessoas e documentos diversos.

As autoridades brasileiras tiveram a colaboração da Interpol,  além do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE, sigla em inglês) e Departamento de Segurança Interna (HSI) dos Estados Unidos.