Pandemia faz premiação milionária da Copa do Brasil ser ainda mais valorizada

RIO DE JANEIRO – A pandemia do novo coronavírus afetou o planejamento de muitos clubes não só do Brasil, mas do mundo todo. Com equipes enfrentando grave crise financeira agravada pela falta de jogos, fuga de patrocinadores e, posteriormente, ausência de público nos estádios, a premiação da Copa do Brasil passou a ser ainda mais valorizada e virou sinônimo de alívio imediato às contas dos clubes.

O torneio é o que mais distribui dinheiro aos clubes no País. Ao campeão, por exemplo, a CBF pagará R$ 54 milhões, R$ 2 milhões a mais do que o Athletico-PR recebeu no ano passado.

A competição nacional teve, nesta quarta-feira, o início da sua 4.ª fase, a última antes da entrada de outros 11 clubes já classificados previamente. Equipes que atravessam problemas financeiros, como Vasco e Botafogo, vão a campo nesta quinta-feira com uma motivação a mais: não só eliminar um rival, mas também embolsar uma boa quantia que ajuda a dar fôlego para o restante da temporada. Classificar-se para a próxima etapa – ou seja, para as oitavas de final – significa mais R$ 2,6 milhões para os cofres.

A 4.ª fase é realizada em partidas de ida e volta. Na quarta-feira, o Fluminense ganhou do Atlético-GO por 1 a 0, o Ceará fez 2 a 0 no Brusque fora de casa e Ponte Preta e América-MG empataram por 2 a 2. Nesta quinta-feira, além de Botafogo x Vasco no Engenhão, o Juventude encara o CRB no Sul. Os jogos decisivos acontecem já na semana que vem.

A CBF vem valorizando a Copa do Brasil a cada ano. Para efeitos de comparação, em 2016 uma vaga nas oitavas de final rendia R$ 840 mil aos clubes. Hoje, estes valores mais do que triplicaram. Com isso, a Copa do Brasil ganhou relevância nas últimas temporadas.

Clubes que iniciaram a disputa desde a primeira fase e agora estão no quarto mata-mata da competição já embolsaram R$ 5,4 milhões pelas vitórias nas etapas anteriores. Por isso, para muitos o torneio significa equilíbrio financeiro. Parte do dinheiro da premiação é usado como bônus aos atletas e outra parte serve para pagar despesas de manutenção, logística, fornecedores, impostos e folha salarial.

As cinco equipes que passarem às oitavas de final vão, por meio de sorteio, se encontrar com outros 11 times. Oito destes carimbaram a vaga nesta fase devido à Libertadores: Athletico-PR (atual vencedor da competição), Corinthians, Flamengo, Grêmio, Internacional, Palmeiras, São Paulo e Santos. Os outros três são: Fortaleza (campeão da Copa do Nordeste), Cuiabá (campeão da Copa Verde) e Red Bull Bragantino (campeão da Série B).

As oitavas também serão decididas em jogos de ida e volta, e as datas ainda serão definidas, assim como os duelos. O valor a ser embolsado fase a fase vai aumentando consideravelmente até o prêmio de R$ 54 milhões para o grande campeão. Se o vencedor da final disputar o torneio desde o início, terá acumulado R$ 72,8 milhões. É, por exemplo, mais do que o dobro da premiação dada ao campeão do Campeonato Brasileiro.

Confira a premiação da Copa do Brasil:

  • 1.ª fase: R$ 1,1 milhão (Grupo 1), R$ 950 mil (Grupo 2) e R$ 540 mil (Grupo 3)*
  • 2.ª fase: R$ 1,3 milhão (Grupo 1), R$ 1,03 milhão (Grupo 2) e R$ 650 mil (Grupo 3)*
  • 3.ª fase: R$ 1,5 milhão
  • 4.ª fase: R$ 2 milhões
  • Oitavas de final: R$ 2,6 milhões
  • Quartas de final: R$ 3,3 milhões
  • Semifinais: R$ 7 milhões
  • Vice-campeão: R$ 22 milhões
  • Campeão: R$ 54 milhões

*Nas duas primeiras fases, a CBF estabelece três faixas de remuneração, levando em consideração o seu ranking e o histórico de participações dos clubes na Série A do Campeonato Brasileiro. A partir da terceira fase, as cotas são iguais para todos.

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