Nova York está em alerta por aumento acentuado na taxa de infecção por coronavírus

Judeus ortodoxos retornam em 28 de setembro de 2020 de um serviço religioso em Borough Park, Brooklyn, onde o uso de máscara é raro (Foto: AFP)

NOVA YORK – A taxa de infecção por coronavírus na cidade de Nova York aumentou de 1,93% para 3,25% nas últimas 24 horas, especialmente nos bairros judeus ortodoxos, alertaram as autoridades nesta terça-feira, 29.

A maior cidade americana foi o epicentro nacional do coronavírus em abril e maio, registrando mais de 23,8 mil mortes, mas nos últimos meses conseguiu controlar a pandemia e reduzir o índice de infecção para 1%, um dos mais baixos do país.

Nos últimos dias, porém, os números começaram a subir. “Pela primeira vez em muito tempo os números diários superam os 3% e isso é um verdadeiro motivo de preocupação”, disse o prefeito Bill de Blasio, que anunciou multas para quem não usar máscara em público.

O forte aumento de casos ocorre na mesma semana em que centenas de milhares de crianças e jovens devem voltar às escolas, e quando restaurantes e bares vão poder admitir clientes em espaços internos pela primeira vez desde março, com 25% da capacidade.

Para o governador do estado de Nova York, Andrew Cuomo, o aumento dos casos se deve “ao descumprimento” das regras sobre o uso de máscaras e distanciamento social.

“O governo local falhou em garantir o cumprimento” das regras, disse Cuomo em entrevista coletiva.

Vinte regiões do estado, nos condados de Rockland, Orange, Nassau e no bairro de Brooklyn em Nova York, todos com grandes populações de judeus ortodoxos, têm uma taxa de infecção de 5%, disse Cuomo.

Em um setor de Rockland a taxa chega a 30%, disse ele.

O governador admitiu que está “nervoso” com a reabertura das escolas públicas na quinta-feira.

De Blasio lembrou que a regra para fechar estes estabelecimentos é uma taxa de infecção superior a 3% durante sete dias.

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