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Fauci prevê inverno sombrio com ômicron 'causando estragos'

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Fauci prevê inverno sombrio com ômicron 'causando estragos'

WASHINGTON - O principal assessor dos Estados Unidos para a pandemia, Anthony Fauci, alertou neste domingo, 19, que um inverno sombrio se aproxima para o hemisfério norte, conforme a nova variante ômicron da Covid-19 se espalha pelo mundo, gerando restrições e preocupações com a capacidade dos hospitais.

"Uma coisa que está muito clara (...) é sua extraordinária capacidade de propagação", disse Fauci à NBC News. "Simplesmente (...) se espalha causando estragos ao redor do mundo."

Desde sua primeira aparição na África do Sul em novembro, a ômicron foi identificada em dezenas de países, forçando vários deles a retomar restrições de viagens e outras medidas.

Embora não pareça ser mais grave do que a variante delta - que ainda é a cepa dominante - a ômicron, cheia de mutações, parece ter uma preocupante resistência às vacinas e uma maior transmissibilidade, de acordo com dados preliminares.

Fauci também alertou contra o excesso de otimismo sobre a gravidade de ômicron, observando que a situação na África do Sul, onde a taxa de hospitalizações parece ser menor do que a da delta, pode se dever a imunidades subjacentes de infecções anteriores e generalizadas.

"Quando se tem tantas, tantas infecções, mesmo que pareça menos grave", isso pode fazer com que "nossos hospitais fiquem sob muita pressão nas próximas semanas", particularmente em áreas do país com baixos níveis de infecção, acrescentou.

Fauci exortou os americanos que ainda não se vacinaram a fazê-lo e os vacinados a buscarem a dose de reforço. Cerca de 70% da população do país recebeu pelo menos uma dose, de acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), o que significa que 50 milhões de pessoas elegíveis permanecem sem imunização.

"Com a ômicron, (...) vamos viver algumas semanas ou meses difíceis, à medida que entramos no inverno", apontou Fauci.

Os Estados Unidos são o país mais afetado pela pandemia, com mais de 800 mil mortes por Covid-19 identificadas, de acordo com o último cálculo da Universidade Johns Hopkins na semana passada. 


(Com AFP)

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