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Casa Branca lamenta novo revés no Senado para incluir imigração no plano social de Biden

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Casa Branca lamenta novo revés no Senado para incluir imigração no plano social de Biden

WASHINGTON - A Casa Branca lamentou nessa sexta-feira, 17, o novo revés no Senado para incluir reservas para reforma migratoria no plano "Reconstruir Melhor", o pacote de investimento social, educacional e ambiental de 1,8 trilhão de dólares promovido pelo presidente Joe Biden.

A Parlamentar do Senado, Elizabeth MacDonough, uma autoridade não eleita encarregada de interpretar as regras de procedimento da Câmara Alta, rejeitou a terceira tentativa dos democratas de fornecer um caminho à cidadania para milhões de imigrantes sem documentos por meio do projeto de lei "Build Back Better" (BBB, na sigla em inglês).

Segundo MacDonough, a proposta apresentada pelos legisladores "não difere muito em seu efeito" das duas anteriores já indeferidas por exceder o escopo de uma norma orçamentária.

As propostas protegeriam todos os imigrantes que chegaram ilegalmente até 2011 contra a deportação e os autorizava a trabalhar por períodos de até 10 anos. Os beneficiários foram estimados em 6,5 milhões de pessoas.

"A decisão da parlamentar é profundamente decepcionante e relega milhões a um futuro incerto e assustador", disse a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, a repórteres.

"O presidente, a administração e nossos parceiros no Capitólio discordam veementemente desta decisão e continuarão lutando para fornecer alívio e proteção aos muitos DREAMers, titulares de TPS, trabalhadores agrícolas e trabalhadores essenciais que vivem com medo", acrescentou.

Os dreamers, nome derivado da sigla do projeto de "Lei de Fomento para o Progresso, Alívio e Educação para menores estrangeiros" (DREAM Act), não aprovado em 2010 no Congresso, dominado pelos republicanos, refere-se aos "sonhadores": imigrantes que chegaram ilegalmente quando crianças, a grande maioria do México.

Os beneficiários do Status de Proteção Temporária (TPS), muitos deles latino-americanos, são aqueles que por razões humanitárias têm uma autorização de residência e trabalho legalmente nos Estados Unidos, mas que não pode ser renovada.

"É hora de o Congresso parar de empurrar a bola para a frente e, finalmente, trazer certeza e estabilidade para esses grupos, e fazer outras reformas muito necessárias em nosso antiquado sistema de imigração", exortou Psaki.

Os líderes democratas no Senado, Chuck Schumer, e na Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, prometeram continuar buscando todas as opções possíveis para proteger os imigrantes sem documentos.


(Com AFP)

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