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EUA recorrem ao público por 'recomendações' para evitar separações de migrantes

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EUA recorrem ao público por 'recomendações' para evitar separações de migrantes

WASHINGTON - O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira, 9,  que pedirá à opinião pública "recomendações" sobre como a separação de famílias de migrantes na fronteira pode ser evitada.

Trata-se de reunir ideias "para proteger-se permanentemente da prática do governo anterior de separar intencionalmente famílias na fronteira para impedir que outras migrem para os Estados Unidos", explicou o Departamento de Segurança Interna (DHS).

O DHS referia-se ao governo do republicano Donald Trump, sob cujo mandato quase 4 mil crianças migrantes foram separadas de suas famílias na fronteira dos Estados Unidos com o México.

A petição por recomendações está disponível no diário oficial a partir dessa sexta-feira e os comentários serão aceitos por 30 dias.

"É inconcebível separar as crianças de seus pais como meio de dissuadir a migração", afirmou o secretário de Segurança do Interior, Alejandro Mayorkas, nesta quinta-feira.

"Eu me encontrei com famílias separadas e ouvi em primeira mão o imenso trauma que sofreram. Temos a obrigação de reunir famílias separadas e garantir que essa prática cruel não se repita", acrescentou.

As respostas servirão para ajudar a desenvolver recomendações para o presidente democrata, Joe Biden, sobre como evitar que futuros governos recorram a esta "prática cruel e desumana como uma ferramenta de dissuasão", explicou o DHS.

Biden criou uma Força-Tarefa de Reunificação Familiar que, em coordenação com ONGs e outras instituições, estabeleceu um processo para identificar famílias separadas sob a política de tolerância zero de Trump.

Durante a campanha presidencial, Biden prometeu regularizar 11 milhões de migrantes ilegais, mas até agora não o fez.

O fluxo de migrantes através do México, principalmente centro-americanos, aumentou sob sua presidência devido às suas promessas de uma política de imigração "justa e humana". As autoridades mexicanas detectaram mais de 190 mil migrantes entre janeiro e setembro, três vezes mais do que em 2020.


(Com Agências) 

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