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EUA apertam restrições de viagem por causa da ômicron

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EUA apertam restrições de viagem por causa da ômicron

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, apresentou nesta quinta-feira, 12, sua estratégia para combater as variantes ômicron e delta do coronavírus neste inverno, incluindo novas exigências para viajantes internacionais, inclusive cidadãos americanos que retornarem ao país.

A partir da semana que vem, todos os viajantes com destino aos EUA, vacinados ou não, terão que mostrar um comprovante de teste negativo para o coronavírus realizado até 24 horas antes do embarque. A regra anterior previa um período de até 72 horas.

"Este prazo de testagem mais apertado fornece um grau a mais de proteção enquanto cientistas continuam a estudar a variante ômicron", disse Biden.

Além disso, Biden estenderá a obrigatoriedade do uso de máscaras por passageiros de aviões, trens e ônibus até 18 de março, em vez de expirar em meados de janeiro, como estava previsto. Quem descumprir a regra está sujeito a multas entre R$ 500 e 3 mil.

As medidas foram anunciadas dias depois de a Casa Branca proibir, em reação à descoberta da nova variante ômicron, a entrada no país de estrangeiros que tenham estado na África do sul ou em outros sete países africanos nos 14 dias anteriores. A proibição não se aplica cidadãos americanos e residentes permanentes.

Ao ser questionada por que a exigência de teste negativo não valerá para passageiros de voos domésticos, a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, afirmou que nada está descartado.

A variante ômicron

Detectada inicialmente em amostras coletadas na África do Sul e no vizinho Botsuana na primeira metade de novembro e comunicada à Organização Mundial da Saúde (OMS) no dia 24, a ômicron foi classificada como "variante de preocupação" pela agência da ONU.

Por conter 32 mutações na chamada proteína spike, teme-se que a nova cepa possa ser mais contagiosa e driblar a proteção de vacinas. Mas ainda não há dados suficientes para confirmar isso, nem se a variante provoca casos mais graves de covid-19.

A ômicron já foi detectada em mais de 20 países. Por enquanto, o Brasil é o único país latino-americano com presença detectada da nova variante, com cinco casos confirmados, três em São Paulo e dois em Brasília.

Nos EUA, o primeiro caso foi confirmado nesta quarta-feira, na Califórnia. Depois disso, várias outras infecções pela variante foram registradas no país, incluindo mais uma na Califórnia e cinco no estado de Nova York.

(Com Agências) 

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