Manaus afirma que está corrigindo falhas em lista de vacinação

Vacinação na aldeia indígena Umariaçu, próximo a Tabatinga, no Amazonas (Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil)

MANAUS – A prefeitura de Manaus informou, em nota, que está corrigindo as falhas na lista de pessoas que devem receber as vacinas contra Covid-19 neste primeiro momento. Segundo o governo municipal, houve erros de digitação dos dados no sistema e, com isso, foram identificadas duplicidade de nomes e CPFs dos quais pelo menos dez continuam sob investigação.

“Tão logo identificamos que havia inconsistências na listagem, começamos a trabalhar nas correções”, afirmou a diretora do Departamento de Vigilância Ambiental e Epidemiológica (Devae) da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), Marinélia Ferreira.

A prefeitura da capital amazonense foi alvo de denúncias de aplicação da vacina em pessoas fora do público prioritário, que inclui profissionais que atuam na linha de frente contra a pandemia, idosos que vivem sob os cuidados de instituições, portadores de necessidades especiais também institucionalizados e indígenas que vivem em terras indígenas. A vacinação chegou a ser paralisada, mas foi retomada pouco depois.

A lista também apresentou inconsistências com a presença de nomes de profissionais registrados na clínica da família Senador Severiano Nunes, embora ninguém tenha sido vacinado na unidade. Segundo Marinélia, os registros estavam vinculados à unidade por haver sala de vacina, conforme recomendação anterior do Programa Nacional de Imunização (PNI).

“A medida foi pontual e já está corrigida. Todos os registros já são feitos considerando o local real de vacinação dos profissionais de saúde e a lista pública, que será divulgada nesta terça (26), já deve estar com os registros corrigidos”, afirmou a diretora.

Nesta segunda-feira, a Justiça Federal determinou a suspensão de distribuição da vacina do laboratório AstraZeneca  em Manaus. A decisão se baseia no argumento de que não há certeza da transparência nos critérios para distribuição da vacina na capital do Amazonas.

Duas milhões de doses da vacina produzida pelo laboratório em parceria com a universidade britânica de Oxford chegaram ao Brasil na sexta-feira (22) e foram distribuídas aos Estados.