Indocumentados da Califórnia já podem aplicar para fundo de ajuda financeira

O governador democrata Gavin Newsom em imagem de arquivo

SÃO FRANCISCO – Os californianos sem documentos desde segunda-feira (18) já podem solicitar pagamentos de assistência em caso de desastre no valor de US$ 500 por pessoa e até $ 1 mil por família.

O governo estadual disponibilizou US$ 75 milhões para ajudar 150 mil imigrantes indocumentados a enfrentar a crise do coronavírus.

Para se qualificar, os candidatos devem demonstrar que não são elegíveis para os programas federais de assistência decorrentes da pandemia de coronavírus, como a Lei CARES ou os benefícios federais de desemprego, e que sofreram dificuldades com a pandemia. Apenas adultos podem se inscrever.

Um guia de estado com perguntas e respostas comuns está publicado online no site do governo californiano.

Doze grupos sem fins lucrativos estão trabalhando com o governo do estado para repassar a ajuda. Eles ajudam os candidatos a determinar se são elegíveis para a assistência, solicitam e entregam cartões de pagamento para quem a recebe.

No Condado de Los Angeles, três grupos estão administrando o socorro: o Centro de Recursos da América Central, que pode ser alcançado em (213) 315-2659; a Coalizão de Direitos Humanos dos Imigrantes, (213) 201-8700 ou (213) 395-9547; e Americanos asiáticos que avançam na justiça, (213) 241-8880.

Os fundos estão disponíveis por ordem de chegada até serem gastos ou, o mais tardar, em 30 de junho.

No que o Estado chama de “esforço separado, mas complementar”, organizações sem fins lucrativos lançaram um “Fundo de Resiliência aos Imigrantes da Califórnia”, que visa arrecadar US$ 50 milhões. Esses fundos serão distribuídos em pagamentos em dinheiro a imigrantes indocumentados que não se qualificam para alívio federal nem estadual.

Um grupo conservador, o Center for American Liberty, processou o governador Gavin Newsom por seu plano de oferecer o recurso a imigrantes sem documentos. O advogado dos opositores disse que os US$ 75 milhões representam dinheiro do contribuinte a ser desembolsado quando o Legislativo decide, “não um fundo escasso para o governador gastar como achar conveniente”.

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