Greve de fome de professores do Paraná entra no sétimo dia

(Foto: Divulgação/APP-Sindicato)

CURITIBA – A greve de fome de 21 servidores da educação estadual do Paraná entra nesta quarta-feira, 25, no sétimo dia que protestam contra a realização do PSS (Processo Seletivo Simplificado) para a contratação de professores temporários.

O grupo se concentra em frente ao Palácio Iguaçu, em Curitiba, e afirma que o protesto continua até que seja alcançado um acordo com o governo Ratinho Jr.

Os professores podem a suspensão do PSS que prevê uma prova escrita como critério de seleção e a cobrança de inscrição. Os educadores destacam que os critérios colocam em risco a vida dos inscritos por conta da pandemia do coronavírus e podem provocar demissões.

Além disso, os servidores pedem que um concurso público seja realizado e que os profissionais já contratados pelo regime PSS tenham os contratos renovados.

Na semana passada membros da Seed (Secretaria de Estado da Educação e Esporte), deputados estaduais e representantes dos professores debateram as reivindicações e ficou estabelecido que será feito o pagamento do salário-mínimo regional a todos os servidores do Estado que ainda não recebem o piso estadual.

Conforme a Seed, a implantação deve ocorrer no próximo mês, em folha complementar, e o valor será retroativo a janeiro deste ano. Uma nova reunião pautando as reivindicações dos professores poderá ocorrer nos próximos dias, ainda sem data prevista, segundo a secretaria.

Sobre a greve de fome, a entidade que representa os servidores (APP-Sindicato) informou que está monitorando as condições de saúde dos grevistas com uma unidade móvel de atendimento. Procurada pela reportagem, a Secretaria da Educação disse que não vai se manifestar sobre a continuidade do protesto.

* Com Agências