Funcionário de loja que chamou polícia para Floyd diz sentir culpa pela morte do afro-americano

(Foto: Reprodução/ TV)

MINNEAPOLIS – O funcionário da loja de conveniência onde George Floyd foi logo antes de ser morto, foi ouvido disse nesta quarta-feira, 31, que se sentiu culpado e descrente ao ver a ação da polícia.

Durante o depoimento julgamento do policial Derek Chauvin, acusado de matar Floyd, Christopher Martin, de 19 anos, contou que a vítima pagou a compra com uma nota de US$ 20.

O caixa da loja de conveniência em Minneapolis, no Minessota, disse ter percebido em seguida que a nota era falsa. Martin pensou em cobrir o valor, mas acabou mostrando a nota para seu gerente, que o orientou a ir atrás de Floyd.

O jovem acredita que Floyd não sabia que a nota era falsa.

Martin contou que tanto George Floyd quanto o amigo que estava com ele no carro se recusaram a voltar para a loja, mas foram amigáveis.

O funcionário então falou que ofereceu para o gerente da loja para cobrir o valor, mas o gerente pediu que voltasse a falar com Floyd e orientou outro empregado a chamar a polícia.

“Se eu simplesmente não tivesse aceitado a nota isso poderia ter sido evitado”, disse Christopher Martin, explicando o sentimento de culpa.

Julgamento

O julgamento de Derek Chauvin começou na segunda-feira (29). Ele é acusado de homicídio em segundo e terceiro grau e de homicídio culposo de segundo grau.

Ontem, a jovem que gravou o momento em que  Chauvin se ajoelhou sobre o pescoço de Floyd por oito minutos durante a abordagem policial que terminou em sua morte foi ouvida.

Darnella Frazier tinha apenas 17 anos quando gravou o vídeo e o divulgou nas redes sociais. As imagens do dia 25 de maio desencadearam um movimento global de protestos.

O veredito de Chauvin deve sair no final de abril ou início de maio.

 

* Com Agências