Ex-‘Malhação’ sobre vida nos EUA como professora: ‘Difícil olhar para trás’

CHICAGO – Dill Costa, que deu vida a personagem Candelária na Malhação (1995), comenta como sua vida mudou de direção. A atriz, que vive nos Estados Unidos desde 2003 como professora de arte, dança e educação física, diz que não conteve as lágrimas ao rever cenas da produção durante um intervalo de uma das aulas.

Ela teve que explicar para um de seus alunos que estava bem e que o choro era de saudades da profissão. “Estava no estúdio que dou aula quando assisti a um episódio. Comecei a chorar e meu aluno me perguntou o que estava acontecendo. Eu mostrei para ele, que me disse: ‘Nossa, você era famosa e agora está aqui comigo’.

Eu expliquei que não era por isso, mas por saudades. Foi uma personagem muito importante para mim porque era símbolo de pureza e força”, afirma em entrevista para a Quem.

A atriz celebra o papel de faxineira da academia, que criava sozinha o filho Bróduei, vivido por Fabiano Miranda, que também mudou de país e começou a trabalhar com TI. “Sua sabedoria, apesar de simples, era ouvida pelos outros. Era uma mulher forte que fazia o papel de mãe e pai na criação do filho”, diz.

A brasileira, que se mudou para Chicago, em Illinois,  após se apaixonar por um estrangeiro, seu atual marido, revela que sente muita falta de atuar: “Vivo já há 16 anos aqui e no começo foi muito difícil virar as costas para a minha família, profissão e amigos. Tudo isso, tendo que me adaptar a uma nova cultura, com novos costumes… Ainda tenho dificuldade em aceitar essa vida nova e dizer, ‘ok, passou. Vamos seguir em frente’. É difícil olhar para trás. Sinto falta de tudo isso. Tem um espaço vazio na minha vida profissional”.

Dill visita a Rede Globo toda vez que retorna ao Brasil. Ela renova o cadastro e sonha com um retorno nas telinhas. “Quando vou ao Brasil, vou até a emissora e renovo meu cadastro… Não tenho agente no Brasil batalhando por trabalhos para mim, então é mais difícil. Mas estou aberta e quero muito fazer participações ou papéis que necessitem de mim por uma temporada lá. Estou aberta! É só me chamar que pego um voo”, afirma ela, que no exterior fez dois curtas independentes.

*Com UOL