EUA lembram à América Central que têm ‘fronteiras fechadas’ para imigração ilegal

WASHINGTON – Os Estados Unidos têm as fronteiras fechadas para a imigração ilegal, lembrou nesta terça-feira, na Guatemala, o enviado especial americano para o Triângulo Norte da América Central, Ricardo Zúñiga, que pediu à região a melhora das condições de vida seus cidadãos, para que os mesmos não busquem um futuro fora de seus países.

“A fronteira dos Estados Unidos está fechada. Estamos aqui para conversar também sobre a necessidade e os esforços da Casa Branca para criar as vias legais para a imigração, a fim de que as pessoas não tenham que usar vias irregulares e tão perigosas, em que, infelizmente, temos visto tragédias”, disse Zúñiga após uma reunião com o chanceler da Guatemala, Pedro Brolo.

Durante seu giro, o enviado do presidente Joe Biden indicou que será avaliado o que o governo americano pode “fazer a fim de criar novas condições para que os guatemaltecos e outras pessoas da América Central e do México não tenham que ter seu futuro nos Estados Unidos”. Ele pediu o fortalecimento do Estado de Direito, para ajudar a “criar empregos e atender à saúde e à educação”, além de criar condições para que os guatemaltecos possam “ter sua vida com dignidade e esperança em seu país”.

“Não apenas devemos trabalhar com a Guatemala, mas também com México, Honduras, El Salvador, órgãos internacionais e com a sociedade civil para avançarmos”, assinalou o funcionário, que chegou à Cidade da Guatemala ontem e também teve um encontro com o presidente Alejandro Giammattei. Em seguida, ele visitará El Salvador.

Desde outubro de 2018, a migração irregular para os Estados Unidos a partir da América Central deu um salto, com a saída de caravanas de milhares de pessoas, principalmente a partir do norte de Honduras, às quais se somaram salvadorenhos, guatemaltecos e migrantes de outros países.