Democratas se aproximam de maioria no Senado com 1ª vitória

Raphael Warnock em imagem de arquivo (Foto: AP)

ATLANTA – O candidato ao Senado pelo Partido Democrata, Raphael Warnock, reivindicou sua vitória na disputa eleitoral contra a republicana Kelly Loeffler no fim da noite desta terça-feira, 5. Horas depois a contagem oficial confirmou a vitória contra a republicana Kelly Loeffler por 50,2% a 49,8%.

Warnock será o primeiro senador negro eleito pelo estado do sul e o primeiro democrata a vencer a disputa na Geórgia em mais de 20 anos.

“Geórgia, estou honrado pela confiança que vocês depositaram em mim. Irei ao Senado para trabalhar por todos os georgianos”, disse o reverendo.

Além disso, a vitória de Warnock faz com que o Senado tenha 49 democratas e 50 republicanos, deixando a definição da maioria para a última disputa, entre o democrata Jon Ossoff e o republicano David Perdue.

A contagem entre os dois está muito acirrada e ainda não há ninguém cravando um vitorioso – nem os postulantes ao Senado, nem a mídia norte-americana. É esperado que o resultado saia ainda nesta quarta-feira (6).

Se Perdue vencer, o partido do presidente Donald Trump continua com o controle da Casa pelos próximos dois anos. Já se Ossoff for o escolhido, o Senado voltará para as mãos da sigla do mandatário eleito, Joe Biden, já que, em caso de eventual empate em votações, o voto de minerva será dado pela vice-presidente Kamala Harris.

A Geórgia está indo às urnas novamente porque, na disputa de 3 de novembro, nenhum dos quatro candidatos conseguiu obter 50% dos votos dos cidadãos.

Segundo dados do Estado, mais de três milhões de cidadãos votaram de maneira antecipada – cerca de 40% daqueles que têm direito ao voto.

Caso a vitória dos dois democratas for confirmada, esse seria mais um duro golpe contra Trump em um estado que era dominado pelos republicanos há décadas.

Nas eleições de novembro, o republicano foi derrotado e sempre alegou, sem conseguir comprovar, que houve fraude nos resultados. No fim de semana, um áudio publicado pelo jornal “The Washington Post” mostrou Trump pressionando o secretário de Estado da Geórgia, Brad Raffensperger, para “encontrar” votos a seu favor e reverter os resultados das urnas.

* Com Agências