Covid-19: Brasil tem 431 mortos e mais de 10 mil confirmados

BRASÍLIA – O Brasil ultrapassou a marca de 10 mil infectados pela covid-19 e registra 431 mortos pela doença, segundo boletim do Ministério da Saúde divulgado na tarde deste sábado, 4. A taxa de mortalidade é de 4,2%. Foram 72 óbitos e 1.222 novos casos registrados nas últimas 24 horas em todo o país.

Nos próximos dias, os números devem crescer rapidamente, por causa da maior quantidade de testes para o novo coronavírus que estão sendo realizados pelos Estados. O governo federal prometeu a compra de 22,9 milhões de exames do tipo, mas esbarra em dificuldades de produção dos laboratórios públicos e também na disputa pelo produto no mercado internacional. Pesquisas já estimaram que o Brasil tem nove casos não notificados para cada registro.

São Paulo continua a ter o maior número de vítimas, com 4.466 contaminados e 260 mortos. O Rio registra 1.246 contaminações e 58 mortos. Ceará tem 22 mortos e 730 casos. Só os Estados do Mato Grosso e do Acre não registram óbitos no país.

Toda a preocupação do governo, neste momento, está centrada em formas de prestar atendimento à população. A precariedade e a falta de suprimentos, leitos e itens de segurança é generalizada em todo o País. Documento elaborado pela Secretaria de Vigilância em Saúde afirma que a capacidade laboratorial do Brasil ainda é insuficiente para dar resposta a essa fase da epidemia.

A Rede Nacional de Laboratório é semi-automatizada, composta pelos 27 Laboratórios Centrais de Saúde Pública (LACENs), Instituto Evandro Chagas, do Pará, e todas as unidades da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Juntos, esses equipamentos, são capazes de processar, no máximo, aproximadamente 6,7 mil testes por dia.

Para o momento mais crítico da emergência, será necessária ampliação para realizar de 30 mil a 50 mil testes de RT-PCR, que é o tipo de exame mais confiável. O ministério alerta que “não há escala de produção nos principais fornecedores para suprimento de kits laboratoriais para pronta entrega nos próximos 15 dias”.

Além disso, afirma que há carência de profissionais de saúde capacitados para manejo de equipamentos de ventilação mecânica, fisioterapia respiratória e cuidados avançados de enfermagem para lidar com pacientes graves de Covid-19.

Outro ponto frágil são os locais de atendimento a casos críticos. “Os leitos de UTI e de internação não estão devidamente estruturados e nem em número suficiente para a fase mais aguda da epidemia”, afirma o relatório.