Justiça libera brasileiro acusado de terrorismo em Massachusetts

(Foto: Divulgação/ Facebook)

NATICK –O brasileiro Douglas Gonçalves, 30 anos, foi liberado na tarde desta quinta-feira, 18, após ficar mais de dez dias preso sob suspeita de terrorismo, crime que pode levar à pena de morte.

“Agradeço as orações de todos”, disse Gonçalves ao deixar a Corte Distrital de Somerville, em Massachusetts.

Segundo a investigação, o mineiro de Governador Valadares teria enviado um e-mail para a rede de supermercados Wegmans, de Medford, com a ameaça de entrar em na loja atirando contra funcionários.  

A motivação estaria ligada ao fato de ele ter sido dispensado uma semana antes de um sistema virtual de delivery que prestava serviços ao supermercado, o Instacart. A denúncia afirma que o brasileiro relacionava a sua demissão a queixas de empregados do local. 

Gonçalves contesta as acusações e a promotoria apenas tinha as imagens do brasileiro fazendo compras para conectá-lo ao crime.

Em uma transmissão ao vivo feita em uma rede social, no último sábado (13), a esposa do pastor, a missionária Daiana que está grávida, também refutou as suspeitas que incriminam o marido.

“Ele é um homem que não tem coragem de matar uma galinha, uma formiga. Ele não é essa pessoas que eles estão falando. O FBI disse que o e-mail foi enviado a internet da nossa casa. A certeza que eu tenho é que no celular dele não vai ter provas contra ele, nem no meu. Entraram na minha casa procurando tudo e não acharam nada que possa o incriminar sobre esse e-mail”, disse a missionária ao relembrar a  Polícia Federal americana (FBI) em sua casa em Natick no dia 5 de fevereiro.

Outros crimes

O mineiro, que é pastor auxiliar da igreja Philadelphia Ev. Church, em Framingham, é acusado ainda de posse de documentos fraudados do Departamento de Registro de Automóveis (RMV) e falsidade ideológica.

Segundo fontes ligadas a Gonçalves, ele se mudou para os EUA com a mulher e o filho de 5 anos há quase dois anos e alugava um perfil no Instacart, prática que é considerada fraude.