Pandemia provoca o fim de programa para imigrantes na Filadélfia

Prefeito Jim Kenney em imagem de arquivo

FILADÉLFIA – No verão passado, a Filadélfia, na Pensilvânia,  aderiu a um programa inovador que ajuda os migrantes que enfrentam deportação ao fornecer o único ativo garantido para lhes dar uma chance de lutar no tribunal: um advogado.

Agora, no entanto, à medida que o governo muncipal enfrenta dolorosos aumentos de impostos, demissões e reduções de serviços para preencher um abismo causado pelo pandemia no orçamento da cidade, foram repassados para outros setores os US$ 200 mil para o Projeto de Unidade da Família de Imigrantes da Pensilvânia (PAIFUP).

O dinheiro liberado pelo prefeito Jim Kenney é essencial para a missão do projeto de oferecer consultoria jurídica gratuita a migrantes para os quais a remoção dos Estados Unidos pode ter consequências mortais.

“Eu estava prestes a ser deportado para um país onde provavelmente seria assassinado nos primeiros dois dias em casa”, disse JR, 25 anos, cuja sexualidade o colocou em perigo na Jamaica, sua terra natal, e que concordava em falar apenas se identificado por suas iniciais.

A advogada do PAIFUP, Lilah Thompson, aceitou o caso de JR este ano, conquistando não apenas a liberdade depois de três meses no Centro Correcional do Condado de Pike, mas também uma decisão judicial de que ele não era legalmente removível dos EUA. Ele voltou ao seu emprego como no HVAC na Filadélfia, e agora procura se tornar um cidadão americano naturalizado.

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