100 mil vítimas da Telexfree repartem $150 milhões a partir desta segunda-feira

Agentes da polícia americana vasculharam o escritório da Telexfree em Marlborough em 2014

BOSTON – O juiz da Corte Federal de Bancarrotas de Boston, Melvin Hoffman, determinou que a Telexfree reembolse 100 mil vítimas com US$ 150 milhões reconquistados durante as investigações. Os cheques começam a ser enviados nesta segunda-feira, 27.

Para o receber o reembolso, era preciso que as as pessoas apresentassem recibos ou documentos que comprovassem os seus investimento na empresa à Secretaria de Estado de Massachusetts.

A Telexfree funcionou em Marlboro entre 2013 e 2014 com um esquema de pirâmide inicialmente ocultada pela venda de telefonia Voip.

A empresa recrutou milhares de pessoas ao redor do mundo com foco maior em brasileiros e dominicanos.

Os negócios só foram interrompidos a partir das prisões de alguns de seus executivos em ação do FBI. Mas um dos donos, Carlos Wanzeler, conseguiu fugir para o Brasil, onde está detido e espera pela decisão do Ministério da Justiça sobre sua extradição.

Segundo o juiz, a maior parte do dinheiro era proveniente de pessoas persuadidas pelos agentes espalhados nos Estados Unidos, nas Américas Central e do Sul e na Europa.

O sócio de Carlos Wanzeler no esquema era o americano James Merril, ex-proprietário de uma empresa de limpeza na região de Boston. Ele se declarou culpado por múltiplas fraudes, aceitou devolver US$ 140 milhões após acordo judicial e foi condenado a seis anos de reclusão em regime fechado e mais três em liberdade vigiada.

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